terça-feira, 20 de novembro de 2007

O que você faria?



O que é que fez Jesus?

O que é que fez Jesus sem uma coca-cola?
O que é que fez Jesus sem uma grande e luxuosa mansão?
O que é que fez Jesus sem um Chevrolet Opala?
O que é que fez Jesus sem andar na moda da nova estação?

Ele amou o povo, mostrou a gente como se ajudar.
Ele trouxe o brilho do sol,
Tentou ensinar-lhes a dar.

O que é que fez Jesus sem ar-condicionado?
O que é que fez Jesus sem gelo prá por no seu guaraná?
O que é que fez Jesus sem um telefone?
O que é que fez Jesus quando tinha que bater ponto de manhã?

Ele amou o povo, mostrou a gente como se ajudar
Ele trouxe o brilho do sol,
Tentou ensinar-lhes a dar.

O que faria Jesus se Ele te recebesse?
Será que Ele diria: “muito obrigado por me obedecer”.
Vou dizer agora Ele já está conosco,
Conhece os pensamentos e o que fazemos, Ele fez.

Ele amou o povo, mostrou a gente como se ajudar
Ele trouxe o brilho do sol,
Tentou ensinar-lhes a dar.


Esta letra é da década de 70, mas continua atual. Foi escrita por um grupo não muito bem sedimentado na Palavra, os Meninos de Deus, conhecidos agora como A Família. Entretanto, para a música, eles foram bastante bíblicos. Se desejar, faça algumas trocas para o que temos de mais moderno e verás que nada mudou.

domingo, 14 de outubro de 2007

Para Refletir

Uma igreja sofisticada, com bancos estofados, ar-condicionado, piano de cauda, acústica excelente, projetor multimídia, ministro de música, pastor titular com doutorado em teologia ou áreas afins, pastores auxiliares, bem organizada e com uma boa arrecadação, pode não ter Jesus Cristo lá dentro – mesmo sendo chamada de cristã. A mesma tragédia acontece também com uma igreja bem mais modesta, mas igualmente distraída quanto à centralidade de Jesus Cristo em tudo.

(Revista Ultimato, nº308 – setembro/outubro de 2007, Abertura)

domingo, 2 de setembro de 2007

Quem Está Contra os Homossexuais?


Este texto eu escrevi em abril de 2007 e enviei para vários senadores e amigos.

Estive semana passada em São Paulo para lecionar no Seminário Betel Brasileiro. Aproveitei a oportunidade para fazer algumas visitas a várias comunidades étnicas e sociais. Em uma dessas visitas fui ao bairro do Butantã onde existe um reduto de travestis.

Interessante que estão condenando as igrejas e instituições que apóiam o interesse de muitos homossexuais e travestis de mudarem sua opção sexual.

Caros senadores e simpatizantes, se desejam tanto acabar com a homofobia, deveriam ir até estes redutos de prostituição verificar a qualidade de vida dos travestis. Eles são repudiados pela sociedade e ninguém quer alugar imóvel para eles por vários preconceitos. Vi com meus próprios olhos o ambiente de moradia e no que se resume a vida deles. É muito bonito discursar e estabelecer leis à distância da realidade. Contudo, não querem de perto resolver os grandes problemas que os travestis enfrentam.

Nós cristãos abraçamos os homossexuais, acolhemos travestis, respeitamos como seres humanos, mostramos amor e interesse em ajudar. Quem realmente está contra os homossexuais? Então sejam mais realistas e honestos nas leis que defendem, pois ninguém realmente tem interesse por eles como muitos cristãos têm demonstrado. Aprovar a lei não vai garantir qualidade de vida, trabalho e moradia, esta realidade poucos abraçam.

MIRIAM ZANUTTI

domingo, 8 de julho de 2007


Acontecimentos históricos:

25/04/0387Batizado de Santo Agostinho.
16/07/0622 – Mohammed oficializa a religião islâmica.
26/09/1181 – Nascimento de São Francisco de Assis.
22/07/1500 – Entrada de Pedro Álvares Cabral em terras brasileiras.
31/10/1517 – Dia da Reforma Protestante.
17/06/1703 – Nascimento de John Wesley, avivalista protestante.
08/11/1793 – Abertura do Museu do Louvre (Paris - França).
10/05/1855 – Entrada no Brasil do casal de Missionários Robert e Sara Kalley.
20/04/1889 – Nascimento de Adolf Hitler.
12/02/1894 – Lançada a pedra fundamental do prédio da escola de engenharia Mackenzie.
08/05/1902 – Erupção do monte Peleé em Martinica.
26/08/1906 – Nascimento de Albert Sabin, autor da vacina contra poliomielite.
11/03/1938 – Início da II Guerra Mundial.
08/05/1945 – Alemanha se rende na II Guerra Mundial.
27/10/1945 – Nascimento do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
14/05/1948 – Reconhecimento do Estado de Israel.
21/02/1965 – Assassinato de Malcom X.
04/04/1968 – Assassinato de Martin Luther King.
11/11/1975 – Independência de Angola.
22/08/1976 – Morte de Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil.
21/03/1980 – Nascimento do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.
08/12/1980 – Assassinato de John Lenon.
20/10/1991 – Ayrton Senna se tornou tri campeão de Fórmula 1.
10/12/1993 – Nelson Mandela recebe o prêmio Nobel da paz em Oslo – Noruega.
11/09/2001 – Atentado contra o World Trade Center, EUA.
30/06/2002 – Brasil Penta Campeão da Copa do Mundo de Futebol.
14/04/2003 – Anunciada a conclusão do Projeto Genoma Humano.
11/03/2004 – Atentados contra Madrid
07/02/2007 – Morte do menino João Hélio Vieites Fernandes.

03/08/1987 – Dia da minha conversão a Jesus Cristo.

E qual a sua ou suas datas mais importantes?

O que estas datas têm em comum? Simplesmente não são as datas as mais importantes, mas os eventos. As datas ficaram marcadas por causa destes e essas datas são apenas algumas entre milhares.

Estou escrevendo isto, pois tenho visto muitos crentes entrarem pelo caminho da numerologia sem ter o mínimo de conhecimento a respeito. Ora, se não conhecemos com profundidade a cristologia, que é o ensino teológico mais importante para os cristãos, como entrar por um caminho tão escuso em que a Bíblia, que é o livro de excelência cristã, não nos oferece nenhum ensino contundente a respeito dos números?

Pessoas de expressão no meio evangélico estão dando muita ênfase em datas, principalmente quando tem o número 7, para afirmar que algo sobrenatural irá acontecer. Com isso expõem um toque mágico para que o mundo espiritual entre em ação. Apesar de existirem alguns livros que abordam sobre o prisma numerológico, ainda é um estudo muito vago, não se pode fazer dele uma evidência espiritual, principalmente no que concerne à fé cristã.

O interessante é que não damos conta que tudo isso é o lado místico que nos rodeia querendo se fazer verdade sobre nós. Somos tendenciosos ao ocultismo, ao místico, ao sobrenatural. Contudo, devemos nos curvar às verdades divinas e sermos sinceros e humildes em reconhecer que estudamos pouco as Santas Escrituras. Este caminho levado com muita precisão pode ser tornar um grande laço e entrada para um mundo que não temos o domínio. Isto é perigoso demais!

Por isso, mais uma vez, teologia não se acha, se estuda.

domingo, 17 de junho de 2007







PRÓXIMA MANIFESTAÇÃO DO RIO DE PAZ - 30/06 ÀS 10:00hs no calçadão de Copacabana em frente a Rua Princesa Isabel



Favor vestir uma camiseta vermelha



RIO DE LÁGRIMAS EM BRASÍLIA



No ultimo dia 30 o Movimento Rio de Paz realizou mais um protesto contra a violência, levando 15 mil lenços brancos, um para cada morte por assassinato no país, à Esplanada dos Ministérios, simbolizando um “Mar de Lágrimas”. Os lenços brancos, lembrando 15 mil brasileiros que foram mortos por homicídio somente em 2007, foram montados em varais em frente ao Congresso Nacional para simbolizar o caráter nacional do problema da violência no Brasil. A iniciativa envolveu os estados do Rio de Janeiro e Goiás, além do Distrito Federal, e contou com a presença de Gabriela Sou da Paz e os pais de João Hélio. A intenção é que haja uma mobilização nacional, que a sociedade passe a participar e que o poder público estabeleça como prioridade número um a defesa da vida. O objetivo do ato foi ajudar a sociedade brasileira a dimensionar o que está acontecendo no país, já que estamos vivendo em um contexto de um índice obsceno de morte por assassinato. É um verdadeiro genocídio. Alguns temas como a miséria e a desigualdade social foram tidos como causas do alto índice de criminalidade. É denominador comum que o país precisa de um salário mínimo que estimule o jovem, por exemplo, a trabalhar de segunda a sábado. Hoje um traficante no Rio de Janeiro oferece por semana o que o jovem ganharia trabalhando duro por um mês inteiro. As outras causas desta desenfreada violência pairam sobre a impunidade e a corrupção.


O MOVIMENTO

O Rio de Paz nasceu no início de 2007, motivado pela onda de atentados ocorrida no Rio no fim de 2006. Na ocasião, 19 pessoas foram mortas, oito delas queimadas em um ônibus. Este é o quarto ato realizado pelo movimento Rio de Paz e o primeiro de alcance nacional. Desde março passado, realizamos outros dois protestos para marcar a evolução da violência no Rio. No primeiro, na praia de Copacabana, o movimento fincou 700 cruzes pretas na areia; e, no segundo, reuniu 1.000 pessoas que permaneceram deitadas no calçadão do mesmo bairro, vestidas de preto. O último deles, em abril, foi o ato denominado "Jardim da Morte", que ficou conhecido por fincar 1.300 botões de rosa nas areias da praia de Copacabana, zona sul do Rio, em alusão às mortes ocorridas no Estado fluminense nos três primeiros meses de 2007, visando ilustrar a situação alarmante do aumento das mortes no Estado.


TRISTE CENÁRIO

Cerca de 40 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, das mais diversas formas e com as mais diversas armas. Entre as principais preocupações a respeito do assunto, uma chama mais atenção: o perfil dos mortos. Predominantemente morrem jovens de 15 a 24 anos, de pele negra e sexo masculino. Esta violência cria um sentimento alarmante e desumano: uma sede de justiça e em alguns casos de vingança a todo e qualquer custo, mesmo que isso represente a volta de episódios lamentáveis como o massacre do Carandiru, ato que resultou na morte de 111 presos em 1992.A violência urbana não apenas custa ao país dezenas de milhares de vidas jovens a cada ano, mas condena milhões de pessoas aos maiores níveis de pobreza. Em suma, ressaltamos que a sociedade precisa compreender que sem participação popular esse quadro não vai mudar. Se a sociedade não emprestar força ao poder público, não vamos sair desse estado de barbárie. Uma sociedade individualista, cujas parcerias pelo bem comum não são traçadas, perde a força e sucumbe. Nós do Movimento Rio de Paz, unidos, cobraremos veementemente, dos atuais e futuros governantes, soluções eficazes na defesa da sociedade brasileira.
Em vista disto o Movimento Rio de Paz não vai parar. Contamos com você.


Karla LopesAssessoria de imprensa - Rio de Paz


A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE SÓ SERVE PARA O BRASIL




Estive lendo um artigo da revista Ultimato, que falava sobre a teologia da prosperidade. Muito me assustei quando foi abordado sobre uma igreja evangélica que pratica com larga escala a teologia da prosperidade. Isto sem base bíblica e teológica. O que fazem é se aproveitar da Bíblia para satisfazer suas ideologias egoístas. Usam o texto bíblico para pretexto.


Se quisermos aplicar a teologia da prosperidade em outra nação estaremos correndo um sério risco de cairmos em falsas doutrinas e acabar ensinando algo totalmente contrário a Deus. Digo isto, pois se formos à África, em algumas tribos a pobreza impera, e isto se deve por falta do conhecimento de Deus e a política exploradora. Em outros casos, quando visitamos uma igreja feita de palha e vemos centenas de irmãos africanos humildes louvando o Senhor em espírito e em verdade, e mesmo assim estão passando por muitas privações, o que vamos alegar? Que eles estão em pecado? Muitos são fiéis e fazem como aquela viúva pobre, dão tudo que possuem. Não se pode aplicar jamais a teologia da prosperidade em uma situação dessas.


Devemos considerar um ponto extremamente relevante. A Bíblia é supracultural, ou seja, o que ela ensina não é para um determinado povo, ou época ou ideologia. A Bíblia quando diz que adultério é pecado, em qualquer lugar do mundo é pecado; se ela diz que cobiçar o que é do próximo é pecado, em qualquer cultura é pecado. Não podemos utilizar uma doutrina que sirva só para um povo e para o outro não. Vale para todos de igual forma. Com isso, se a teologia da prosperidade pode ser utilizada no Brasil e não pode ser em Guiné Bissau, então não é bíblico, é invenção do homem.


Ter um excelente automóvel é muito bom, mas não para uma tribo indígena onde o povo vive na selva, o automóvel não vai ter nenhuma utilidade. Então onde aplicar a prosperidade, que na verdade é o capitalismo, o poder de compra? A Palavra de Deus leva o pecador a conhecer o caminho da salvação e não a ser consumidores eufóricos. Se a teologia da prosperidade é boa para o Brasil e não é para outras nações, descarte esta idéia, não serve para nós também. Creio na prosperidade, mas sua essência está ligada ao domínio próprio, a uma vida no altar de Deus e fidelidade à Sua Palavra.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Pedro Couto do PDT Fala sobre as ONG´S NO BRASIL

Impressionante: país tem 260 mil ONGsAinda que pareça incrível, na realidade o Brasil tem nada menos que 260 mil ONGs funcionando, ou fingindo funcionar, mas a maioria recebendo verbas públicas, tanto federais quanto estaduais e municipais. Não deve constituir exagero dizer que, em diversos casos, ONGs recebem simultaneamente nas três escalas. O panorama geral encontra-se revelado em pesquisa organizada pelo economista Filipe Campello, que trabalha na assessoria parlamentar da Alerj.
Recorreu ao site CMI Brasil, à matéria da jornalista Isabel Clemente, Revista Época, edição de 03/06/2006, ao site Contas Abertas, ao Globo On Line de 22 de novembro do ano passado. E também a levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União. De 2002 a 2006, portanto no curto espaço de quatro anos, o número de ONGs passou de 22 mil para 260 mil. O Tribunal de Contas assinalou quem neste período, houve um crescimento da ordem de 1180 por cento. Por que, de repente, surgiram tantas entidades dispostas a se sacrificar pessoalmente e crias tantas Organizações Não Governamentais?
Tem que haver explicação lógica, caso contrário, estaríamos diante do maior fenômeno de filantropia de toda história universal. Evidente que não se pode acreditar nisso. Ninguém analisa fatos políticos ou administrativos se não levar em conta o ângulo da economia. Mais ainda, se não considerar a ponte que liga as administrações públicas ao mundo dos negócios. A beneficiência existiu em nosso País em outras épocas que ficaram no passado.
Hoje em dia, as pessoas, mesmo as de renda alta, não têm tempo para se dedicar à filantropia. Durante quatorze anos, de 76 a 90, fui diretor da antiga LBA. Tomei contato com uma série de entidades que se apresentavam como filantrópicas, e de fato eram, mas dependiam das verbas relativas a convênios que mantinham com a Legião Brasileira de Assistência.
Agora, não tem o menor cabimento que existam 260 mil ONGs, uma para cada grupo de 700 habitantes. Os números falam por si. Não entra na cabeça de ninguém. Tal proporção não possui a menor lógica. Além do mais, pergunto eu: como é possível que Organizações Não Governamentais possam resolver, ou pelo menos equacionar, problemas governamentais? O próprio nome de tais organizações define aparentemente tudo. Mas não o que está por trás do fenômeno brasileiro, que merece registro no Guiness Book, livro dos recordes.
A quanto montam os recursos públicos que lhes são repassados e quais os serviços que efetivamente prestam? No Rio de janeiro, o deputado Gerson Bergher, do PSDB, enviou requerimento de informações ao governador Sérgio Cabral. Inclusive para saber qual a parcela do orçamento estadual percebida pelas ONGS que operam no território carioca e fluminense. Um dos campos dessa atividade refere-se à terceirização. Não podendo, pela Constituição federal, fazer admissões sem concurso público, as administrações, não só do RJ, recorrem a ONGS.
Estas contratam mão-de-obra e colocam à disposição do poder público. Claro, recebem intermediação pela tarefa. O que é contraditório, pois sairia muito mais barato aos governos fazerem a contratação direta pela CLT. Inclusive porque, pela mesma Consolidação das Leis do Trabalho, se as ONGS não recolherem as contribuições a que se encontram, obrigadas para o INSS e FGTS, o Estado terá que fazê-lo. Logo existe configurada a figura legal da responsabilidade solidária.
Mas, sem dúvida, o lobby das ONGS é forte. Tão forte que elas cresceram, no País, de 22 mil para 260 mil em quatro anos, como vimos no início deste artigo. Porém, há casos em que a atividade não se limita à contratação de pessoal. E sim à de serviços, incluindo cursos profissionalizantes, como aconteceu com a Fesp, no início do governo Rosinha Garotinho.
Os contratos relativos a cursos profissionalizantes foram denunciados com amplo destaque pelo" Jornal do Brasil". A governadora demitiu - temos que reconhecer - a diretoria da Fundação Especial de Serviço Público. Sobretudo porque os cursos "profissionalizantes" contratados nada tinham a ver com a administração pública. No fundo, não se destacam apenas exemplos emblemáticos. É fundamental que o Tribunal de Contas da União e os tribunais de contas dos estados façam um levantamento eficaz do que é pago às ONGs em todo o Brasil. São muitos bilhões de reais por ano.
O que fazem concretamente as ONGs que os poderes públicos não posam fazer diretamente? É indispensável medir o que é pago e o que é realizado em contrapartida. Se não for feito isso, o País afunda no mar de uma falsa benemerência, e no redemoinho de uma dedicação voluntária só de fachada

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Teologia Não se Acha, se Estuda

Com dois mil anos de História e teologia do cristianismo, não podemos ser tentados a inventar uma teologia. Se não aprendemos o cerne desta construção teológica pelos pais da igreja que lutaram contra tantas heresias e sistemas políticos nos séculos III e IV da era cristã e pelos reformadores do século XVI , não temos o direito de fazer das leituras de auto-ajuda a nossa forma de fé e formular a teologia.

É muito interessante como existem receitas para a vida cristã: 10 passos para um casamento feliz, 10 formas abençoadoras para ser um jovem cristão,10 dicas para ser um profissional vitorioso, e por aí vai.

Não refuto os bons livros que orientam de forma simples como conseguir êxito na vida de forma saudável e orientada por Cristo. Contudo, não é só este caminho. Esquecem de conduzir os cristãos a uma reflexão teológica importante que também coopera, em muito, num casamento feliz, em uma juventude que supera as tentações, a ser um profissional bem sucedido, etc. Pois as reflexões teológicas com profundidade, com a presença inigualável do Espírito Santo, transformam o cristão e curam suas mazelas, conseqüentemente constroem toda uma vida feliz.

Teologia não está fechada, não foi dado um ponto final. Estamos cada dia conhecendo melhor o nosso Deus, mas menciono isto devido aos movimentos correntes no ambiente evangélico que não ensinam a Palavra de Deus e o caminho teológico desde os primeiros séculos da era cristã. Inventam um cristianismo contemporâneo porque não querem se dar o trabalho de examinar as Escrituras, o que exige tempo e exercício mental. Utilizam o pragmatismo como modelo cristão. Temos que ter muito cuidado e saber respeitar quem veio antes de nós e que enfrentou problemas de todos os lados para nos deixar um tratado teológico coerente e que sempre nos auxiliará contra as heresias.

“Eu acho que a teologia é assim e assim...”, não se entende o plano divino achando uma coisa e outra, mas tendo o zelo de examinar as Escrituras, recorrer àqueles escritos que passaram por profundas reflexões teológicas e ter uma vida consagrada no altar de Deus.

Os nossos teólogos nos deixaram um grande legado de firmeza, perseverança, vida com Deus e sã doutrina. Então, teologia não se acha, se estuda.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Paulo Freire e Outros Textos

Resenha dos textos de Paulo Freire “Política da Educação” e
Entre a História Sagrada e a História Profana


O de Paulo Freire, esclarece que a pedagogia não pode ser dogmatizada, não deve se congelar. Mas ele também não quer perambular, vaguear na sua postura pedagógica. Ele ressalta que acompanhar a História social o faz estar firme em sua posição e também não o torna dogmatizado, fechado para as novas estratégias e métodos de ensino. A História tem grande participação no movimento dos pensamentos e políticas educacionais. Construir a educação com esta disciplina ajuda a dirimir preconceitos e formar ideais mais concretos para um aprendizado mais abrangente.

O cientificismo como única forma de educação com definições tão lógicas e exatas, não permite ao aprendizado reflexivo e pensante. A ciência não é uma forma de congelar o conhecimento e o método pedagógico, mas os tornam quando passa a ser o único modelo tomado como eficaz. Assim, pode-se dizer que é um método determinista.

Além do cientificismo, a concepção histórica que fazemos pode não alterar a educação. Os dominantes podem acreditar que se sempre foi assim, assim deve continuar. Os dominados ou podem aceitar que nasceram para este estilo de vida ou dar seqüência à história dos que lutaram contra os dominadores. O autor Montego Bay citou alguns exemplos encontrados no texto “Anotações sobre Unidade na Adversidade” que reforçam a educação dominante: “os negros continuam inferiores, mas podem se sentar em qualquer lugar no ônibus. Os latinos são boa gente, mas não são pontuais”. Esta seria uma concepção de História que o futuro repete o presente. É também um modelo preconceituoso onde a minoria tão pragmatizada não pode aprender e muito menos ensinar.

Um exemplo de educação dominante fora do contexto brasileiro, foi o que aconteceu nas madrassas afegãs no período do regime talibã:

“A guerra estava presente até nos livros de matemática. Os meninos da escola –
o Talibã só fazia livros para meninos – não contavam maçãs e bolos, mas balas e
kalashnikovs. Um exercício podia ser assim: “O pequeno Omar tem uma kalashnikov
com três pentes. Em cada pente há vinte balas. Ele usa dois terços das balas e mata
sessenta infiéis. Quantos infiéis ele mata por bala?”
(Sierstad, Asne.O Livreiro de Cabul. São Paulo: Ed. Record, 2006, pág.76)

O exemplo acima citado, ainda que utilizasse seu próprio contexto para aprender matemática, mostra a limitação educacional dada às crianças. Estas não aprendiam para questionar e transformar, mas para manter um domínio de regime escravista. Falar em disciplina de História, que não fosse a religiosa seria impossível. A própria disciplina histórica tende a gerar animosidade na cultura e seu povo não aceitaria mais esta condição tão repulsiva.

O texto propõe uma análise do educador que tem a função de criticar outros educadores e seus escritos. Todos que se colocam na função de transformar pensam, interagem, agem e também são passíveis de crítica. Ao educador cabe humildemente aceitar a crítica. E para o crítico cabe a ética, a decência de criticar sem o subterfúgio da mentira. Podemos até errar com nossa crítica, mas não mentir, seja a respeito de quem se critica ou com os nossos leitores, devemos ser éticos. Este comportamento em muito auxilia na formação educacional, pois tem como base a verdade tão importante na pedagogia verdade tão importante na pedagogia.

As escolas públicas, afetadas mais diretamente pela política de educação, não devem permitir qualquer clausura no sistema educacional. Todos que nela trabalham e todos que a freqüentam podem criar um ambiente de discussão na luta por melhorias educacionais. As escolas devem promover encontros temáticos, permitir acesso às comunidades adjacentes e produzir cultura.

A escola tem papel fundamental na mudança da subcultura oferecida pelos meios de comunicação para que alcance o maior número de pessoas possíveis e transforme seus conceitos. Quanto mais gente esclarecida menos ensino dogmatizado. Um povo sem memória histórica pouco pode produzir e transformar.

No texto “Entre a História Sagrada e a História Profana” menciona a proposta inicial da educação no século XIX em que o ensino de História no Brasil se resumia no sistema educacional religioso determinado pela Igreja católica. Fica claro que para minoria das outras religiões não era permitido espaço para receberem conhecimentos do seu próprio segmento e nem estes poderiam compartilhar de suas origens históricas nas escolas. Isto gerava um desconforto e porque não dizer um preconceito.

Enquanto na Europa os historiadores lutavam pelo reconhecimento da História como ciência, no Brasil a História fazia parte de um currículo religioso e se limitava ao ensino da própria Igreja Católica.

O reconhecimento do ensino histórico em 1837 é o ponto de partida para evolução da própria disciplina no Brasil. Ela conquista espaço significativo ao longo dos anos, até o momento em que alcança lugar como carreira universitária, isto anos mais tarde.

Contudo, percorrer este caminho não foi de fácil compreensão daqueles que mantinham a custódia do ensino público no Brasil. O início foi um caminho estreito, iniciando com o ensino histórico como opcional em escolas elementares. O alargamento iniciou em 1870 com a evidência do cientificismo introduzido no Brasil.

A questão evidente do texto é na oportunidade de reformular os currículos das escolas elementares separando a História profana da História sagrada. É o próprio movimento da história nacional que permite modificar a forma de encarar as disciplinas complementares. Fatos históricos como a abolição da escravatura, a forte entrada de imigrantes no século XIX, a República, cooperaram para uma nova adaptação curricular. Mas o poderio da Igreja Católica ainda sustentava a história sagrada como superior à cívica.

Infelizmente o que poderia ser uma vasta contribuição no currículo escolar, torna-se excomungado que é o ensino religioso. Ele tem seu valor, mas não conseguiu neutralidade por ser uma imposição de uma instituição religiosa em comum acordo com o Estado.

As próprias comunidades religiosas minoritárias sofriam preconceitos e quem as praticasse deveria aprender sua fé dentro do seu pequeno agrupamento. As sociedades judaicas e islâmicas, por exemplo, eram denominadas como sociedades beneficentes e não como instituições religiosas ou templos religiosos. Esta forma discreta foi a saída que encontraram para sua existência no território brasileiro e manutenção da fé dos seus congregados.

Isto ocorreu porque quando há o domínio de um grupo majoritário, os demais devem se calar. Isto prejudica o próprio conhecimento, o crescimento histórico de um povo e o desenvolvimento social. Conhecer outras vertentes não é agredir as virtudes da ética, mas cooperar com o desenvolvimento de um país. Entretanto, ao restringir o conhecimento, permite-se que um grupo mantenha o poder centralizado e totalitário. E quando isto ocorre no meio educacional ainda é pior, pois coopera com o grau de formação e qualidade de um povo.

Por outro lado, se o ensino religioso fosse de um cristianismo puro, doutrinário e não dogmático, a formação ética contribuiria para uma população mais consciente, generosa, comprometida com a verdade, dada às virtudes sociais e respeito as demais expressões religiosas e culturais. Pois o cristianismo em seu cerne não encoraja poderes egoístas e sim a construção de uma sociedade mais humana e esclarecida. Cristianismo e história não se engalfinham, enriquecem a sapiência.

No entanto, o texto deixa claro que a possibilidade de um ensino sagrado destituído como histórico e a História como disciplina de particularidade educacional era inapropriado. E a possibilidade dos dois andarem em paralelo era impensável. Daí a forma como o estilo de catecismos foi introduzido no ensino da História como método de perguntas e respostas, restringindo à História apenas como memorização de fatos e não reflexão e questionamento dos mesmos.

Alterar esta fórmula trouxe muitas restrições aos que a ela se opunham. Mas foi inevitável à História não ser respeitada como disciplina cívica, pois o mundo em transição sempre solicita que se repense a maneira como se trabalha e como se educa. Os próprios acontecimentos históricos foram a força propulsora para modificar as limítrofes da História na grade curricular das escolas elementares. Ou acompanhamos o tempo presente ou estacionamos.

Enfim, a trajetória da História foi aos poucos sendo desvinculada da proposta inicial do século XIX, buscando seu próprio espaço e provando sua legitimidade como disciplina fundamental para a construção de uma educação primordial e eficaz.

domingo, 8 de abril de 2007

"Porque Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para envergonhar as sábias..." I Co 1.27

Este versículo me faz lembrar São Francisco de Assis. Se ele fosse normal, ele teria trabalhado com o pai e ficado atrás do balcão vendendo tecidos. Seria conhecido apenas como Giovanni.

Mas como ele foi louco, ele saiu nu, deixou tudo para trás para servir a Deus e fundou a ordem franciscana, totalmente preocupada com os necessitados. E foi conhecido como o pequeno francês da cidade de Assis, na Itália.

FALÊNCIA DA AÇÃO SOCIAL OU FALTA DE INTERESSE POLÍTICO?

Diante do caos que se instalou na cidade do Rio de Janeiro por conta da violência, venho testemunhar que o problema social é um agravante para esta situação, mas não o único fator. A questão que envolve tantos menores infratores e o crescimento da criminalidade deve envolver toda sociedade brasileira em debates e ações.

No ano de 2006, de agosto à dezembro, atuei como voluntária no Centro de Acolhimento de Benfica. Este voluntariado está ligado ao Serviço de Capelania Pós-Desastres da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, tendo como coordenador o Ten Cel Silva Costa. A equipe do SECAP é composta de católicos e evangélicos. Assistíamos aos albergados no conforto espiritual e emocional. Nos sentimos honrados em contribuir com o apoio tão necessário as pessoas carentes. Nosso serviço terminou no dia 30 de janeiro de 2007.

O CAB esteve sob os cuidados de uma ONG que não cumpriu com seu papel social tendo que deixar o local em junho de 2006. Por questões políticas, o Governo do Estado acionou a liderança da Defesa Civil que estava sob o comando do Cel Carlos Alberto de Carvalho. De forma emergencial, parte da equipe do Corpo de Bombeiros, na direção do Ten Cel Silva Costa, foi deslocada para o CAB com intuito de garantir qualidade de vida aos albergados.

Quando nós adentramos ao CAB, avistamos um local hostil, abandonado, com corredores sujos, de odor desagradável, pessoas apáticas e desesperançadas. Fazíamos escalas entre a equipe de voluntários e distribuíamos as tarefas de acordo com o potencial de cada um.

O trabalho iniciou em agosto, mas por questões profissionais eu não pude dar assistência no período de 50 dias, retornando dia 18 de outubro. Neste dia foi realizada uma reunião com a equipe de voluntários, o Capelão Marcelo da Defesa Civil e o coordenador Ten Cel Silva Costa. Após o término da reunião, o coordenador nos conduziu para vermos as novas mudanças realizadas no CAB. Tal foi minha alegria ao verificar as melhorias em tão pouco tempo. Novas instalações da creche, da lavanderia, do refeitório, refeições mais adequadas (cinco refeições por dia), alguns albergados empregados, pessoas recebendo aparelhos auditivos, assistência psicológica, programa do Bombeiro Mirim com crianças do albergue, curso de artesanato, cursos profissionais, e muito mais. A direção do CAB recebia um terço do valor que a ONG recebeu e soube executar com primor o serviço que lhes foi confiado.

Entretanto, sabíamos que o Corpo de Bombeiros não permaneceria no CAB após a nova mudança de Governo. Ao iniciar o ano de 2007 as verbas diminuíram e assistimos a queda do trabalho e conseqüentemente dos moradores. Aos poucos os oficiais do Corpo de Bombeiros foram deslocados para outros setores dentro da corporação.

Sabemos que o trabalho de ressocialização é de longo prazo. Não seria diferente com a população do CAB. Se não houver investimento em pessoal qualificado, estrutura adequada, verba suficiente e trabalho em comum acordo, vamos continuar assistindo a morte de muitos inocentes e o povo retroceder ao período pré-histórico.

Com o crescimento da violência o debate sobre a questão social está bem ativo. Mas não entendo quando a necessidade é urgente e cortam o trabalho que estava dando certo. Trabalho que contribuía com a valorização do ser humano e conseqüentemente dando oportunidades àqueles que estão à margem da sociedade. Além de uma disciplina adequada para mudar os maus hábitos adquiridos no ambiente externo.

Todavia, cuidar do social como o grande salvador esquecendo que pessoas criminosas merecem punições conforme seus crimes e responsabilizar somente o social, é uma tremenda ingenuidade. Existem criminosos irrecuperáveis.O discurso que ninguém nasce bandido é fato. Mas também ninguém nasce Madre Teresa de Calcutá ou Francisco de Assis. Conforme a educação recebida e falta de oportunidades geramos criminosos perigosos. Mas também alegar que todo aquele que vive nestas circunstâncias tende a ser criminoso, é outra ingenuidade, e porque não dizer falta de memória histórica. Pobreza não é sinônimo de criminalidade.

Tenho participado de movimentos de cunho pacífico que luta contra a violência e alguns debates promovidos por políticos. Assusta ver tanta competência através de articulações verbais de políticos e pouca atitude concreta pelos mesmos. Estamos divididos e os bandidos estão ganhando mais força.

Tenho ouvido que falar sobre maioridade penal é um assunto longo. Concordo. Não podemos tomar medidas precipitadas. Mas medidas devem ser tomadas com mais rapidez, pois o tempo urge. Além do que, o bandido quando assalta, não espera um debate com você, para que explique por que não pode ceder o carro que comprou com tanto esforço ou porque não pode lhe dar o dinheiro que foi do salário suado do mês. Se você não entregar logo, ele te dá um tiro. Com eles não existe debate.Tanto é que os bandidos não deixaram a mãe de João Hélio tirar o menino do carro, foi logo pegando o volante e acelerando os 7km com o menino sendo arrastado. Não levaria mais de 10 segundos para retirar o cinto de segurança. Acontece que eles não iriam promover um debate longo com a Dna. Rosa Fernandes.
Como os senhores podem perceber, mencionei um trabalho de ordem voluntária com veracidade nos fatos. Quero deixar claro que esta declaração não envolve nenhum sentimento partidarista ou pessoal entre governo anterior e atual. Meu sentimento é de cidadã brasileira insatisfeita com o contexto atual da cidade do Rio de Janeiro. E porque não dizer de todo o país.

Não se mexe em time que está ganhando, e mais ainda, não se mexe em trabalho social que está frutificando.

Concluo que criminoso merece sua punição conforme o crime cometido, seja ele quem for; ser pobre não significa ser transgressor da lei; o social deve receber o máximo de investimento e a união de todos os líderes políticos com a sociedade cumprirá que nosso futuro espelha a grandeza do Brasil.


MIRIAM ZANUTTI