domingo, 17 de junho de 2007







PRÓXIMA MANIFESTAÇÃO DO RIO DE PAZ - 30/06 ÀS 10:00hs no calçadão de Copacabana em frente a Rua Princesa Isabel



Favor vestir uma camiseta vermelha



RIO DE LÁGRIMAS EM BRASÍLIA



No ultimo dia 30 o Movimento Rio de Paz realizou mais um protesto contra a violência, levando 15 mil lenços brancos, um para cada morte por assassinato no país, à Esplanada dos Ministérios, simbolizando um “Mar de Lágrimas”. Os lenços brancos, lembrando 15 mil brasileiros que foram mortos por homicídio somente em 2007, foram montados em varais em frente ao Congresso Nacional para simbolizar o caráter nacional do problema da violência no Brasil. A iniciativa envolveu os estados do Rio de Janeiro e Goiás, além do Distrito Federal, e contou com a presença de Gabriela Sou da Paz e os pais de João Hélio. A intenção é que haja uma mobilização nacional, que a sociedade passe a participar e que o poder público estabeleça como prioridade número um a defesa da vida. O objetivo do ato foi ajudar a sociedade brasileira a dimensionar o que está acontecendo no país, já que estamos vivendo em um contexto de um índice obsceno de morte por assassinato. É um verdadeiro genocídio. Alguns temas como a miséria e a desigualdade social foram tidos como causas do alto índice de criminalidade. É denominador comum que o país precisa de um salário mínimo que estimule o jovem, por exemplo, a trabalhar de segunda a sábado. Hoje um traficante no Rio de Janeiro oferece por semana o que o jovem ganharia trabalhando duro por um mês inteiro. As outras causas desta desenfreada violência pairam sobre a impunidade e a corrupção.


O MOVIMENTO

O Rio de Paz nasceu no início de 2007, motivado pela onda de atentados ocorrida no Rio no fim de 2006. Na ocasião, 19 pessoas foram mortas, oito delas queimadas em um ônibus. Este é o quarto ato realizado pelo movimento Rio de Paz e o primeiro de alcance nacional. Desde março passado, realizamos outros dois protestos para marcar a evolução da violência no Rio. No primeiro, na praia de Copacabana, o movimento fincou 700 cruzes pretas na areia; e, no segundo, reuniu 1.000 pessoas que permaneceram deitadas no calçadão do mesmo bairro, vestidas de preto. O último deles, em abril, foi o ato denominado "Jardim da Morte", que ficou conhecido por fincar 1.300 botões de rosa nas areias da praia de Copacabana, zona sul do Rio, em alusão às mortes ocorridas no Estado fluminense nos três primeiros meses de 2007, visando ilustrar a situação alarmante do aumento das mortes no Estado.


TRISTE CENÁRIO

Cerca de 40 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, das mais diversas formas e com as mais diversas armas. Entre as principais preocupações a respeito do assunto, uma chama mais atenção: o perfil dos mortos. Predominantemente morrem jovens de 15 a 24 anos, de pele negra e sexo masculino. Esta violência cria um sentimento alarmante e desumano: uma sede de justiça e em alguns casos de vingança a todo e qualquer custo, mesmo que isso represente a volta de episódios lamentáveis como o massacre do Carandiru, ato que resultou na morte de 111 presos em 1992.A violência urbana não apenas custa ao país dezenas de milhares de vidas jovens a cada ano, mas condena milhões de pessoas aos maiores níveis de pobreza. Em suma, ressaltamos que a sociedade precisa compreender que sem participação popular esse quadro não vai mudar. Se a sociedade não emprestar força ao poder público, não vamos sair desse estado de barbárie. Uma sociedade individualista, cujas parcerias pelo bem comum não são traçadas, perde a força e sucumbe. Nós do Movimento Rio de Paz, unidos, cobraremos veementemente, dos atuais e futuros governantes, soluções eficazes na defesa da sociedade brasileira.
Em vista disto o Movimento Rio de Paz não vai parar. Contamos com você.


Karla LopesAssessoria de imprensa - Rio de Paz


A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE SÓ SERVE PARA O BRASIL




Estive lendo um artigo da revista Ultimato, que falava sobre a teologia da prosperidade. Muito me assustei quando foi abordado sobre uma igreja evangélica que pratica com larga escala a teologia da prosperidade. Isto sem base bíblica e teológica. O que fazem é se aproveitar da Bíblia para satisfazer suas ideologias egoístas. Usam o texto bíblico para pretexto.


Se quisermos aplicar a teologia da prosperidade em outra nação estaremos correndo um sério risco de cairmos em falsas doutrinas e acabar ensinando algo totalmente contrário a Deus. Digo isto, pois se formos à África, em algumas tribos a pobreza impera, e isto se deve por falta do conhecimento de Deus e a política exploradora. Em outros casos, quando visitamos uma igreja feita de palha e vemos centenas de irmãos africanos humildes louvando o Senhor em espírito e em verdade, e mesmo assim estão passando por muitas privações, o que vamos alegar? Que eles estão em pecado? Muitos são fiéis e fazem como aquela viúva pobre, dão tudo que possuem. Não se pode aplicar jamais a teologia da prosperidade em uma situação dessas.


Devemos considerar um ponto extremamente relevante. A Bíblia é supracultural, ou seja, o que ela ensina não é para um determinado povo, ou época ou ideologia. A Bíblia quando diz que adultério é pecado, em qualquer lugar do mundo é pecado; se ela diz que cobiçar o que é do próximo é pecado, em qualquer cultura é pecado. Não podemos utilizar uma doutrina que sirva só para um povo e para o outro não. Vale para todos de igual forma. Com isso, se a teologia da prosperidade pode ser utilizada no Brasil e não pode ser em Guiné Bissau, então não é bíblico, é invenção do homem.


Ter um excelente automóvel é muito bom, mas não para uma tribo indígena onde o povo vive na selva, o automóvel não vai ter nenhuma utilidade. Então onde aplicar a prosperidade, que na verdade é o capitalismo, o poder de compra? A Palavra de Deus leva o pecador a conhecer o caminho da salvação e não a ser consumidores eufóricos. Se a teologia da prosperidade é boa para o Brasil e não é para outras nações, descarte esta idéia, não serve para nós também. Creio na prosperidade, mas sua essência está ligada ao domínio próprio, a uma vida no altar de Deus e fidelidade à Sua Palavra.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Pedro Couto do PDT Fala sobre as ONG´S NO BRASIL

Impressionante: país tem 260 mil ONGsAinda que pareça incrível, na realidade o Brasil tem nada menos que 260 mil ONGs funcionando, ou fingindo funcionar, mas a maioria recebendo verbas públicas, tanto federais quanto estaduais e municipais. Não deve constituir exagero dizer que, em diversos casos, ONGs recebem simultaneamente nas três escalas. O panorama geral encontra-se revelado em pesquisa organizada pelo economista Filipe Campello, que trabalha na assessoria parlamentar da Alerj.
Recorreu ao site CMI Brasil, à matéria da jornalista Isabel Clemente, Revista Época, edição de 03/06/2006, ao site Contas Abertas, ao Globo On Line de 22 de novembro do ano passado. E também a levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União. De 2002 a 2006, portanto no curto espaço de quatro anos, o número de ONGs passou de 22 mil para 260 mil. O Tribunal de Contas assinalou quem neste período, houve um crescimento da ordem de 1180 por cento. Por que, de repente, surgiram tantas entidades dispostas a se sacrificar pessoalmente e crias tantas Organizações Não Governamentais?
Tem que haver explicação lógica, caso contrário, estaríamos diante do maior fenômeno de filantropia de toda história universal. Evidente que não se pode acreditar nisso. Ninguém analisa fatos políticos ou administrativos se não levar em conta o ângulo da economia. Mais ainda, se não considerar a ponte que liga as administrações públicas ao mundo dos negócios. A beneficiência existiu em nosso País em outras épocas que ficaram no passado.
Hoje em dia, as pessoas, mesmo as de renda alta, não têm tempo para se dedicar à filantropia. Durante quatorze anos, de 76 a 90, fui diretor da antiga LBA. Tomei contato com uma série de entidades que se apresentavam como filantrópicas, e de fato eram, mas dependiam das verbas relativas a convênios que mantinham com a Legião Brasileira de Assistência.
Agora, não tem o menor cabimento que existam 260 mil ONGs, uma para cada grupo de 700 habitantes. Os números falam por si. Não entra na cabeça de ninguém. Tal proporção não possui a menor lógica. Além do mais, pergunto eu: como é possível que Organizações Não Governamentais possam resolver, ou pelo menos equacionar, problemas governamentais? O próprio nome de tais organizações define aparentemente tudo. Mas não o que está por trás do fenômeno brasileiro, que merece registro no Guiness Book, livro dos recordes.
A quanto montam os recursos públicos que lhes são repassados e quais os serviços que efetivamente prestam? No Rio de janeiro, o deputado Gerson Bergher, do PSDB, enviou requerimento de informações ao governador Sérgio Cabral. Inclusive para saber qual a parcela do orçamento estadual percebida pelas ONGS que operam no território carioca e fluminense. Um dos campos dessa atividade refere-se à terceirização. Não podendo, pela Constituição federal, fazer admissões sem concurso público, as administrações, não só do RJ, recorrem a ONGS.
Estas contratam mão-de-obra e colocam à disposição do poder público. Claro, recebem intermediação pela tarefa. O que é contraditório, pois sairia muito mais barato aos governos fazerem a contratação direta pela CLT. Inclusive porque, pela mesma Consolidação das Leis do Trabalho, se as ONGS não recolherem as contribuições a que se encontram, obrigadas para o INSS e FGTS, o Estado terá que fazê-lo. Logo existe configurada a figura legal da responsabilidade solidária.
Mas, sem dúvida, o lobby das ONGS é forte. Tão forte que elas cresceram, no País, de 22 mil para 260 mil em quatro anos, como vimos no início deste artigo. Porém, há casos em que a atividade não se limita à contratação de pessoal. E sim à de serviços, incluindo cursos profissionalizantes, como aconteceu com a Fesp, no início do governo Rosinha Garotinho.
Os contratos relativos a cursos profissionalizantes foram denunciados com amplo destaque pelo" Jornal do Brasil". A governadora demitiu - temos que reconhecer - a diretoria da Fundação Especial de Serviço Público. Sobretudo porque os cursos "profissionalizantes" contratados nada tinham a ver com a administração pública. No fundo, não se destacam apenas exemplos emblemáticos. É fundamental que o Tribunal de Contas da União e os tribunais de contas dos estados façam um levantamento eficaz do que é pago às ONGs em todo o Brasil. São muitos bilhões de reais por ano.
O que fazem concretamente as ONGs que os poderes públicos não posam fazer diretamente? É indispensável medir o que é pago e o que é realizado em contrapartida. Se não for feito isso, o País afunda no mar de uma falsa benemerência, e no redemoinho de uma dedicação voluntária só de fachada