domingo, 17 de junho de 2007


A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE SÓ SERVE PARA O BRASIL




Estive lendo um artigo da revista Ultimato, que falava sobre a teologia da prosperidade. Muito me assustei quando foi abordado sobre uma igreja evangélica que pratica com larga escala a teologia da prosperidade. Isto sem base bíblica e teológica. O que fazem é se aproveitar da Bíblia para satisfazer suas ideologias egoístas. Usam o texto bíblico para pretexto.


Se quisermos aplicar a teologia da prosperidade em outra nação estaremos correndo um sério risco de cairmos em falsas doutrinas e acabar ensinando algo totalmente contrário a Deus. Digo isto, pois se formos à África, em algumas tribos a pobreza impera, e isto se deve por falta do conhecimento de Deus e a política exploradora. Em outros casos, quando visitamos uma igreja feita de palha e vemos centenas de irmãos africanos humildes louvando o Senhor em espírito e em verdade, e mesmo assim estão passando por muitas privações, o que vamos alegar? Que eles estão em pecado? Muitos são fiéis e fazem como aquela viúva pobre, dão tudo que possuem. Não se pode aplicar jamais a teologia da prosperidade em uma situação dessas.


Devemos considerar um ponto extremamente relevante. A Bíblia é supracultural, ou seja, o que ela ensina não é para um determinado povo, ou época ou ideologia. A Bíblia quando diz que adultério é pecado, em qualquer lugar do mundo é pecado; se ela diz que cobiçar o que é do próximo é pecado, em qualquer cultura é pecado. Não podemos utilizar uma doutrina que sirva só para um povo e para o outro não. Vale para todos de igual forma. Com isso, se a teologia da prosperidade pode ser utilizada no Brasil e não pode ser em Guiné Bissau, então não é bíblico, é invenção do homem.


Ter um excelente automóvel é muito bom, mas não para uma tribo indígena onde o povo vive na selva, o automóvel não vai ter nenhuma utilidade. Então onde aplicar a prosperidade, que na verdade é o capitalismo, o poder de compra? A Palavra de Deus leva o pecador a conhecer o caminho da salvação e não a ser consumidores eufóricos. Se a teologia da prosperidade é boa para o Brasil e não é para outras nações, descarte esta idéia, não serve para nós também. Creio na prosperidade, mas sua essência está ligada ao domínio próprio, a uma vida no altar de Deus e fidelidade à Sua Palavra.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns, gostei muito desse artigo sobre prosperidade, essto deveria ficar pendurado na porta das nossas ig hoje, bjs.