| PL 122/06: manifestantes se opõem ao projeto, mas não às pessoas | ||||
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BRASIL (*) - Um grupo de 80 líderes evangélicos, entregou ontem (25) à Mesa do Senado um manifesto popular contra a aprovação do PLC 122/06. Deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, integrantes da Frente Nacional Evangélica, consideram que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento. (Fonte: Missão Portas Ahertas - 01/07/08) | ||||
terça-feira, 1 de julho de 2008
Direitos iguais para todos e não privilégios para alguns
sexta-feira, 13 de junho de 2008
INFANTICÍDIO INDÍGENA - URGENTE
A prática do infanticídio causa um grande sofrimento nas famílias das
crianças. Conheço muito bem a dor que essas famílias enfrentam
quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas crianças. Mas
conheço também mulheres corajosas que enfrentam a tradição
e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à morte.
Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos
humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que
o direito à preservação de uma tradição. Por causa do sofrimento do
meu povo indígena, e da coragem dos meus parentes que se opõem ao
infanticídio, eu me dispus a trabalhar na elaboração de um projeto de lei. O
primeiro esboço saiu da minha cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio
de uma equipe de especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela
causa. Como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo
a sociedade brasileira, índios e nãoíndios, a participar da Campanha
Lei Muwaji . A primeira coisa que eu peço é que você assista ao
documentário Hakani - a história real de uma menina suruwaha que foi
enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você
vai se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua
irmãzinha. Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o
governo para que a Lei Muwaji seja votada com urgência. Faz
exatamente um ano que o projeto de lei está parado na Comissão de
Direitos Humanos, o que mostra o total desinteresse do Congresso
pela causa indígena. Temos menos de um mês para fazer com que a
comissão vote o projeto ou ele cairá no esquecimento. Nós precisamos
da sua ajuda para superar essa prática terrível que ceifa a vida de
centenas de crianças inocentes.
Eli Ticuna
eliticuna@yahoo.com
crianças. Conheço muito bem a dor que essas famílias enfrentam
quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas crianças. Mas
conheço também mulheres corajosas que enfrentam a tradição
e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à morte.
Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos
humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que
o direito à preservação de uma tradição. Por causa do sofrimento do
meu povo indígena, e da coragem dos meus parentes que se opõem ao
infanticídio, eu me dispus a trabalhar na elaboração de um projeto de lei. O
primeiro esboço saiu da minha cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio
de uma equipe de especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela
causa. Como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo
a sociedade brasileira, índios e nãoíndios, a participar da Campanha
Lei Muwaji . A primeira coisa que eu peço é que você assista ao
documentário Hakani - a história real de uma menina suruwaha que foi
enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você
vai se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua
irmãzinha. Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o
governo para que a Lei Muwaji seja votada com urgência. Faz
exatamente um ano que o projeto de lei está parado na Comissão de
Direitos Humanos, o que mostra o total desinteresse do Congresso
pela causa indígena. Temos menos de um mês para fazer com que a
comissão vote o projeto ou ele cairá no esquecimento. Nós precisamos
da sua ajuda para superar essa prática terrível que ceifa a vida de
centenas de crianças inocentes.
Eli Ticuna
eliticuna@yahoo.com
terça-feira, 8 de abril de 2008
Pedro Bial e BBB

Texto de:
Carlos Augusto Lordelo Almeida
Técnico de Segurança
Plataforma P-XVIII
Petrobrás
Prezado Senhor
Pedro Bial
Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.
Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor
apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do
índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante
um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a
oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother
Brasil, o BBB.
Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os
participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:
- Vamos agora falar com nossos heróis!
De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.
Heróis????
O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável
casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo
sob os edredons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão
de reais, de heróis?
Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se
localiza a aproximadamente 180 kmda costa brasileira e contribuimos, mesmo
modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em
Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.
Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos
Helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a
Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar
para o resto das nossas vidas. Os seus "heróis" Sr Bial, são meros
coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de
heroísmos que presenciamos naquele momento.
Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o
acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.
Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo
para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento.
Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm
toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um
pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas
falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de
abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e
parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o
Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.
E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez
aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o
premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.
Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate,
mesmo com o mar apresentando um suel* desafiador. Nossos heróis Sr. Bial
desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto
se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas
em risco. Nossosheróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de
reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas
são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não
meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis
convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô
Soares.
Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas
diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com
destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas,
se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode
acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo
comercial de regresso a sua cidade de origem....
Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de
trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir
Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante
aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
A Graça Para Os Que ficam

Meu pai partiu no dia 21/01/2008. Por isso estou algum tempo sem escreve no Blog.
Gostaria de deixar muitos detalhes da situação de enfermidade pelo qual passou meu pai. Sei que será muito útil. Não quero culpar pessoas. Mas é necessário abordar sobre o assunto e orientar aqueles que podem estar com o mesmo problema e tenham que enfrentar a via crucis do tratamento médico.
Me aguardem. Foto: Eu com sete meses, maio de 1968 e meu pai.
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